segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Zelha (Acer monspessulanum)




+
Tive o meu primeiro contacto com a zelha numa das minhas muitas visitas ao Jardim Botânico da Utad – Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro. Delicada e formosa, fiquei rendido à sua beleza.
Em posteriores incursões pelo território duriense, em ambiente natural localizei algumas bolsas contendo esta espécie vegetal. Atualmente, entre as plantas autóctones do meu jardim a zelha ocupa lugar de destaque - adoro as suas cores outonais; voando ao vento os seus frutos lembram-me pequenos helicópteros; de porte arbustivo não foi difícil encaixar a zelha no meu jardim.
Parece que não sou o único admirador desta planta. Em Lisboa a Loja de História Natural adotou-a como logotipo. 
A zelha e o padreiro são as duas únicas espécies do género Acer nativos no território português.
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Nome vulgar: Ácer-de-Montpellier; Bordo-de-Montpellier; Zelha.
Família botânica: Sapindaceae.
Nome científico: Acer monspessulanum.
Distribuição Geral: Centro e Sul da Europa, Noroeste de África e Sudoeste da Ásia
Distribuição em Portugal: Alto-Douro e depressões anexas; também se refere a sua presença no Sabugal, nas Serras do Açor, Candeeiros, Montejunto e Arrábida.
Habitat: Ocorre em matos e bosques caducifólios, por vezes mistos. Ocorre em locais secos, por vezes pedregosos. Embora também ocorra em solos siliciosos, prefere solos calcários ou xistosos.
Floração: março – abril
Características:
De folha caduca trata-se de um arbusto de copa arredondada, ramificada desde a base. Raramente ultrapassa os 10 metros de altura. Possui ritidoma cinzento e liso, tornando-se mais rugoso com a idade. Com longos pecíolos as suas pequenas folhas são opostas, trilobadas, de rebordo inteiro e contorno ovado, verde-escuras na página superior, glaucas por baixo. As suas flores são verde-amareladas, pendentes. Os seus frutos providos de asas constam de uma dupla sâmara.
Exibindo uma interessante coloração outonal este bordo é muito ornamental. Pode ser usado em sebes corta-vento, em grupo formando tufos ou pode ainda ser plantado isolado em pequenos jardins. Suporta bem a poda. Rústico, é resistente ao frio e à falta de água. Deve ser plantado em zonas com exposição direta ao sol. Propaga-se facilmente por semente ou por mergulhia.
Rafael Carvalho / set2013

6 comentários:

  1. Rafael: a(s) zelha(s) do seu jardim semeou-a(s), transplantou-a(s), ou plantou-a(s) por estaca?

    Paulo Fonseca

    ResponderEliminar
  2. Paulo,
    Transplante e sementeira.
    Cumprimentos.

    ResponderEliminar
  3. Paulo,
    como em qualquer Acer, as sementes são muito fáceis de germinar.
    Mais cumprimentos.

    ResponderEliminar
  4. Obrigado Rafael.

    Cumprimentos
    Paulo Fonseca

    ResponderEliminar
  5. muito interessante, nunca a encontrei... na zona onde vivo e onde há muitos eucaliptos dedico me a espalhar varias autóctones por sitios onde elas ja nao existem, realmente era muito interessante que em todos os jardins existissem espécies autóctones, pode ser que um dia a população dê valor ao que é nosso. Ja agora sabe se existe alguma loja ou instituição que venda sementes nacionais? abraço Rui

    ResponderEliminar
  6. Rui,
    obrigado pela visita e pelos comentários.
    Seguem-se hiperligações para empresas/organizações que comercializam autóctones. As duas primeiras vendem sementes. Cumprimentos.

    http://sementesdeportugal.blogspot.pt/
    http://www.rocalba.es/pdfs/Flora-Iberica.pdf
    http://associacaoflordemurta.blogspot.pt/
    http://sigmetum.blogspot.pt/

    ResponderEliminar