sábado, 28 de abril de 2012

Roselha-grande (Cistus albidus)



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Só podemos admirar aquilo que conhecemos. A roselha-grande (Cistus albidus) foi para mim uma descoberta relativamente recente.
No Douro, onde habito, foi junto à Barragem de Bagaúste que pela primeira vez tive contacto com esta planta. Num mortório (designação local dada aos terrenos ocupados por matos mediterrânicos autóctones, após cessar o cultivo da vinha), lá estava ela. Provocante, vestida de cor-de-rosa, como poderia eu não reparar na roselha? Posteriormente encontrei-a noutros locais do Douro, sendo relativamente abundante e facilmente identificável na primavera, pela exuberância das suas flores.
No meu jardim autóctone tenho várias cistáceas. Com a roselha-grande (as imagens são do meu jardim), enriqueci a minha coleção.
Parece que não sou o único a apreciar as cistáceas. Infelizmente contudo, dão-lhes mais valor
em países onde não ocorrem espontaneamente, sendo frequentes por exemplo nos jardins londrinos.
Como acontece com as outras cistáceas, as flores da roselha-grande são muito efêmeras – duram apenas um único dia. Contudo, como a planta é muito prolífera em flores, sucedem-se em catapulta, permanecendo a roselha florida durante várias semanas.

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Nome vulgar: Roselha; Roselha-grande; Roselha-maior.
Família botânica: Cistaceae.
Nome científico: Cistus albidus
Distribuição Geral: Oeste da Região Mediterrânica.
Distribuição em Portugal: Douro e depressões anexas; Região do Oeste; Centro interior; Sul interior.
Habitat: Matos, matagais e terrenos incultos.
Floração: abril a junho.
Características: Perenifólia. Arbusto muito ramificado que atinge 1 m de altura, de cor verde pálida prateada, aveludada. As suas flores são cor-de-rosa, daí o seu nome, com 4 a 6 cm de diâmetro. Como acontece com as restantes cistáceas, o seu fruto é uma cápsula que encerra um grande número de sementes. Cresce em qualquer tipo de solo mas prefere os solos calcícolas. É muito ornamental e pode ser usada em jardins mediterrânicos, rústicos e
rochosos.

3 comentários:

  1. Mais uma planta da nossa flora com grande potencial ornamental. Será fácil de conseguir combinações interessantes no jardim, visto que a folhagem prateada só por si trás destaque à planta mesmo quando não está em floração. Talvez combinada com alguma gramínea ornamental, como por exemplo a nossa Stipa gigantea.
    Abraço, bom domingo.

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  2. Olá, encontrei o seu blog recentemente e tenho de dar-lhe os parabéns! Posso perguntar-lhe como reproduz o Cistus albidus? Por aqui já tentei trazê-lo da serra mas acabou por morrer, as sementes germinam mas acabam por não vingar (provavelmente por erro meu) e por estaca também nunca consegui.

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