quinta-feira, 5 de julho de 2012

Cravina-brava (Dianthus lusitanus)




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Ao Alto-Douro já lhe ouvi chamar ilha de xisto. Foi pois nesse ambiente que eu me habituei a viver. Acontece que na minha ilha de xisto também existem ocasionais afloramentos graníticos, com vegetação muito própria: dedaleira-amarela; baracejo; cravina-brava; …
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Viver nas fissuras das rochas não é para todos. Quem poderia supor que das
rochas poderiam brotar flores?
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Se a cravina-brava é graciosa, se a cravina-brava é autóctone, tinha de a ver no meu jardim. A última fotografia prova a concretização desse meu desejo. Coloquei-a numa brecha no seio da minha calçada, evitando dessa forma a concorrência de outras ervas. Com alimento à descrição e sem ervas rivais, é vê-la crescer – faça-se a comparação com a primeira imagem relativa a uma cravina a viver no monte.
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Habituada às agruras da rocha, a minha cravina-brava dispensa qualquer mimo. Ao recusar a rega deixa-me mais sossegado quando parto de férias no verão.
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Nome vulgar: Cravina-brava; Craveiro-de-Portugal; Cravo-de-Maio; Cravo-rosado
Família botânica: Caryophyllaceae
Nome científico: Dianthus lusitanus
Distribuição Geral: Península Ibérica e Norte de Marrocos.
Distribuição em Portugal: Norte interior; Centro interior; Sul interior
Habitat: rupícola, em fendas e plataformas de rochedos ácidos sem solo, em locais com elevada exposição solar.
Floração: junho - setembro
Características: Atinge 15 a 45 cm de altura com os caules finos e lenhosos formando tufos. Os caules floríferos podem ser simples ou ramosos. As folhas são um tanto carnudas, lineares, não possuem nervura aparente, com a margem inteira ou apenas serrilhada na base. As flores surgem solitárias ou aos pares no extremo dos ramos. O cálice estreita progressivamente no extremo superior. Possui cinco pétalas intensamente rosadas e profundamente dentadas.
Tem um grande interesse ornamental, podendo ser plantada em jardins rochosos ácidos.
Rafael Carvalho / jul2012

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